MOONWALK

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O Olimpo estava particularmente inquieto neste dia, em especial Apolo. O deus das artes e da luz, disfarçava sua ansiedade, mas seu nome estava em jogo. Seu pai, Zeus, recobrou sua ira, culpando Prometeu por ter roubado e dado o fogo aos pequeninos. Eu sabia- dizia Ele. Agora está feito.

A década era sessenta, e o mundo descia a temperatura da guerra para fria. O homem já havia chegado no espaço, Yuri Gagarin(1961), viu a terra azul e quatro anos depois (1965), outro cosmonauta russo, Alexei Leonov, ousou abrir a escotilha de sua nave e lançar-se ao negror das estrelas caminhando por 12 minutos preso a um cabo de 5 metros. A manobra inédita e arriscada foi batizada de “ Spacewalk”. Restou aos EUA uma jogada mais espetacular no tabuleiro cósmico: A “ MOONWALK”.

Historicamente, a conquista da lua foi visual. Nossos antepassados entendiam suas fases e as usavam para medir o tempo, predizer as marés e colheitas. Coube a um Florentino, a ideia de utilizar um instrumento bélico da época. O telescópio, então usado para bisbilhotar as trincheiras inimigas, foi apontado para o céu. Galileu Galilei pode ver planícies além da Toscana e mapeou crateras, vales e montanhas invisíveis ao olho humano na terra. Mas os olhos cobiçosos da nossa espécie não se contentavam em contemplar, precisavam pisar no solo e conquistar.

O ano era 1969, e dois eventos fantásticos ocorreriam nos EUA. Um dos palcos era a fazenda de Max Yasgur; o fazendeiro da pequena Bethel( Nova York), recebeu em suas terras a visita da história. A contra-cultura vestia-se de sua melhor música e explodiu em Woodstock.
Na Flórida, Cabo Canaveral, o potencial explosivo tinha nome e sobrenome. O foguete Saturno V, três estágios, 110 metros de altura(equivalente a um edifício de 35 andares), três mil toneladas(equivalente a 20 jumbos); partiu dia 16 de julho. Levava consigo a Apollo11, três astronautas, 22 bilhões de dólares em investimentos e o sonho de uma humanidade.

Definitivamente a viagem não teve o conforto de uma primeira classe. O apertado módulo de comando dividia-se em três, com uma pequena área de serviço, o módulo lunar e a cabine; única parte que retornou à terra e cuidadosamente decorada com os três astronautas: Neil Armstrong, Edwin Aldrin(Buzz) e Michael Collins.

O dia era 20 de julho de 1969, Collins permanecia sozinho pilotando o módulo de comando na órbita lunar; o módulo Eagle descia com Buzz e Armstrong; por algum motivo não seguia na velocidade esperada e por pouco,menos de 25 segundos de combustível restante, os corpos humanos não tocaram a lua da pior forma possível. A alunissagem não ocorreu no local combinado. Em um ponto do Texas, um seleto grupo de controladores esqueciam de respirar até ouvir a voz do capitão Armstrong:”Houston aqui é base da tranquilidade(região lunar). A águia pousou.”

O que aconteceu depois foi história na poeira da lua. Após algumas horas de preparação, o módulo é despressurizado e Neil Armstrong inicia sua descida de 9 degraus para a eternidade. Ao pisar no solo ele falou: “É um pequeno passo para [um]homem, um salto gigante para a humanidade”.

Até hoje há quem duvide da veracidade daquelas imagens fantasmagóricas. Descrentes discutem como aquele americano deu aqueles passos. Confesso que eu também me assombro e me pergunto como Michael Jackson conseguia realizar o seu “ MOONWALK “.
Quanto ao homem na lua; uma espetacular verdade incontestável.

Nota: O traje dos astronautas cria uma atmosfera interna artificial. Sem ele o corpo humano se despedaça no vácuo espacial. Também controla a temperatura e protege das radiações e impactos de micro-meteoritos.

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